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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

001 - O Rei Sapo ou Henrique de Ferro




Em muitos tempos remotos, quando ainda os desejos podiam ser realizados, houve um Rei cujas filhas eram muito bonitas. A caçula, sobretudo, era tão linda que até o sol, que já vira tantas e tantas coisas, extasiava-se quando projetava os raios naquele semblante encantador. Perto do castelo do Rei, havia uma floresta sombreada e, na floresta, uma frondosa tília, à sombra da qual existia uma fonte de águas cristalinas. Nos dias em que o calor se fazia sentir mais intenso, a princesinha refugiava-se nesse recanto e, sentada à margem da fonte, distraía-se brincando com uma bola de ouro, que atirava ao ar e apanhava agilmente entre as mãos; era o seu jogo predileto.
Certo dia, porém, quando assim se divertia, a bola fugiu-lhes das mãos, rolando para dentro da água. A princesa, desapontada, seguiu-lhe a evolução, mas a bola sumiu na água da fonte, que era tão profunda que não se lhe via o fundo. Desatou, então, a chorar inconsolavelmente . E, eis que, em meio dos lamentos, ouviu uma voz perguntar-lhe:
- Que tens, linda princesinha? Qual a razão desse pranto desolado, que comove até as pedras?
Ela olhou para todos os lados a fim de descobrir de onde provinha essa voz e deparou com um sapo, que estendia para fora da água a disforme cabeça.
- Ah! És tu, velho patinhador? - disse a princesa. - Estou chorando porque perdi minha bola de ouro, que desapareceu dentro da água.
- Ora, não chores mais! - volveu o sapo. - Vou ajudar-te a recuperá-la. Mas que me darás em troca, se eu trouxer tua bola?
- Tudo o que quiseres, bondoso sapo. Eu te darei meus vestidos, minhas pérolas e minhas joias preciosas: até mesmo a coroa de ouro que tenho na cabeça, - respondeu alvoroçada a princesa.
- Nada disso eu quero; nem teus vestidos, nem tuas joias, nem tampouco tua coroa de ouro. Outra coisa quero de ti. Quero que me queiras bem, que me permitas ser teu amigo e companheiro de folguedos. Quero que me deixes sentar contigo à mesa e comer no teu pratinho de ouro e beber no teu copinho. À noite me deitarás junto de ti, na tua caminha. Se me prometeres isto tudo. descerei ao fundo da fonte e trar-te-ei a bola de ouro, - propôs o sapo.
- Oh! sim, sim! - retorquia ela; - prometo tudo o que quiseres, contando que me tragas a bola.
Pensava, porém, de si para si: "O que e que está pretendendo este sapo tolo, que vive na agua coaxando
com os seus iguais? Jamais poderá ser o companheiro de uma criatura humana!"
Confiando, pois, na promessa que lhe fora feita, o sapo mergulhou, reaparecendo, daí a pouco, com a bola de ouro, que atirou delicadamente ao gramado. A princesinha, radiante de alegria por ter recuperado o lindo brinquedo, agarrou-o e deitou a correr para casa.
- Espera! Espera! - gritava o pobre sapo; - leva- me contigo, pois não posso correr como tu!
De nada lhe valia, porém, gritar com todas as forças dos pulmões o aflito "quac, quac, quac"; a filha do Rei não lhe deu a menor atenção, correu para o palácio, onde não tardou a esquecer o pobre bichinho e a promessa que lhe fizera no momento de apuro.
No dia seguinte, quando se achava tranquilamente à mesa com o Rei e toda a corte, justamente quando comia no seu pratinho do ouro, ouviu: - "plisch, plasch, plisch, plasch," algo subindo a vasta escadaria de mar more, avançando até chegar diante da porta. Ali bateu, gritando:
- Filha do Rei, caçula, abre a porta!
Ela correu a ver quem assim a chamava. Mas, ao abrir a porta, viu à sua frente o pobre sapo. Fechou-a, rapidamente, e voltou a sentar-se à mesa, com o coração aos pulos. O Rei, que a observara, percebeu o palpitar de seu coração. Perguntou:
- Que tens, minha filhinha? Há, por acaso, algum gigante aí fora querendo levar-te?
Oh! não. Não é nenhum gigante, apenas um sapo horrível, - respondeu, ainda pálida, a princesa.
- E o que deseja de ti?
Meio constrangida ela contou o que se passara:
- Meu paizinho querido, ontem, quando brincava com a bola de ouro junto à fonte, lá na floresta, ela caiu-me das mãos e rolou para dentro da fonte. Desatei a chorar e a lastimar-me, quando, de repente, vi surgir esse sapo feio que se ofereceu para auxiliar-me. Exigiu, porém, minha promessa de gostar dele, tomá-lo como amigo e companheiro de folguedos; eu, ansiosa por reaver a bola, prometi tudo o que me pediu, certa de que ele jamais conseguisse viver fora da água. Ei-lo aí, agora, querendo entrar e ficar a meu lado!
Entrementes, ouviu-se bater, novamente, à porta e a voz insistir:

- Filha do Rei, caçula,
abre-me a poria.
Não esqueças a promessa
que me fizeste tão depressa
junto à fonte da floresta.
Filha do Rei, caçula,
abre-me a porta!...

O Rei disse, então, à filha:
- Aquilo que prometeste deves cumprir. Vai, pois, abre a porta e deixa-o entrar.
A princesa não teve remédio senão obedecer. Quando abriu a porta, o sapo pulou rapidamente para dentro da sala e, juntinho dela, foi saltitando até sua cadeira. Uma vez aí, pediu:
- Ergue-me, coloca-me à tua altura.
A princesa relutava contrariada, mas o Rei ordenou que obedecesse.
Assim que se viu sobre a cadeira, o sapo pediu para subir na mesa, dizendo:
- Aproxima de mim teu pratinho de ouro para que possamos comer juntos.
Muito a contragosto a princesinha acedeu; mas, enquanto o sapo se deliciava com as finas iguarias, ela não conseguia engulir os bocados que lhe ficavam atravessados na garganta. Por fim, ele disse:
- Comi muito bem, estou satisfeitíssimo. Sinto-me, porém, muito cansado, leva-me para teu quarto, prepara tua caminha de seda e deitemo-nos, sim?
Ante essa nova exigência, a princesa não se conteve e desatou a chorar. Sentia horror em tocar aquela pele gélida e asquerosa do sapo e, mais ainda, ter de dormir com êle em sua linda caminha alva, de lençóis de seda. O Rei, porém, zangando-se, repreendeu-a:
- Não podes desprezar quem te valeu no momento de aflição.
Não vendo outra alternativa, a princesinha armou-se de coragem, agarrou com a ponta dos dedos o sapo repelente, carregou-o para o quarto, onde o atirou para um canto, decidida a ignorá-lo definitivamente. Pouco depois, quando já deitada, dispunha-se a dormir, viu-o aproximar-se saltitando:
- Estou cansado, quero dormir confortavelmente como tu. Ergue-me, deixa-me dormir junto de ti, se não chamarei teu pai.
A princesinha, então, cheia de cólera, agarrou-o e, com toda a força, atirou-o de encontro à parede.
- Agora te calarás, sapo imundo, e me deixarás finalmente em paz!
Mas, oh! Que via? Ao estatelar-se no chão, o sapo imundo, que, por vontade do pai era seu amigo e companheiro, transformou-se, assumindo as formas de um belo príncipe de olhos meigos e carinhosos. Contou-lhe ele, então, como havia sido encantado por uma bruxa má e que ninguém, senão ela, a princesinha, tinha o poder de desencantá-lo.
Combinaram, ainda, que, no dia seguinte, partiriam para seu reino.
Em seguida, adormeceram. Quando a aurora despontou e o sol os despertou, chegou uma belíssima carruagem atrelada com oito esplêndidos corcéis alvos como a neve, de cabeças empenachadas com plumas de avestruz e ajaezados de ouro. Vinha, atrás, o fiel Henrique, escudeiro do jovem Rei.
O fiel Henrique ficara tão aflito quando seu amo fora transformado em sapo, que mandara colocar três aros de ouro em volta do próprio coração, para que este não arrebentasse de dor. Agora, porém, a carruagem ia levar o jovem Rei de volta ao reino. O fiel Henrique fê-lo subir com a jovem esposa e sentou-se atrás, cheio de alegria por ver o amo enfim liberto e feliz.
Quando haviam percorrido bom trecho de caminho, o príncipe ouviu um estalo, como se algo na carruagem se tivesse partido. Voltou-se e gritou:
- Henrique, a carruagem está quebrando!

- Não, meu Senhor, a carruagem não;
é apenas um aro do meu coração.
- Ele estava imerso na aflição,
quando, em sapo transformado,
estáveis na fonte, abandonado.

Duas vezes ainda, ouviu-se o estalo durante a viagem e, de cada vez, o príncipe julgou que se quebrava a carruagem. Mas Henrique tranquilizou-o explicando que apenas os aros se haviam quebrado, saltando-lhe do coração, pois que, agora, seu amo e Senhor estava livre e feliz.

Contos dos Irmãos Green: Volume 1

O primeiro volume dos contos dos irmãos Green. Classicos que marcaram as nossas infâncias e nunca saem de moda.

01. O rei sapo ou Henrique de ferro
02. Gato e rato em companhia
03. A protegida de Maria
04. A história do jovem em busca de sabero que é o medo
05. O lobo e os sete cabritinhos
06. O fiel João
07. A boa troca
08. O músico maravilhoso
09. Os doze irmãos
10. O bando de maltrapilhos
11. Irmãozinho e Irmãzinha
12. Rapunzel
13. Os três homenzinhos na floresta
14. As três fiandeiras
15. João e Maria
16. As Três Folhas da Serpente
17. A serpente branca
18. Carvão, palha e feijão
19. O pescador e sua mulher
20. O alfaiatezinho valente
21. Cinderelaou A gata borralheira
22. O enigma
23. O rato, o pássaro e a salsicha
24. Dona Ola
25. Os sete corvos
26. Capuchinho Vermelho
027.Os músicos de Bremen
28. O osso cantador
29.Os três cabelos de ouro do diabo
30. Piolho e pulga
31. A donzela sem mãos
32. João, o finório
33.As três linguagens
34. Elza-esperta
35. O alfaiate no céu
36. A mesa, o burro e o cacete
37.O Pequeno Polegar
38. O casamento de Dona Raposa
39. Histórias de anões
40. A noiva do bandido
41. O senhor Korbes
42. O senhor compadre
43. Dona Trude
44.A Madrinha Morte
45.As viagens de Pequeno Polegar
46. O pássaro emplumado
47. O juníper
48. O velho sultão
49. Os seis cisnes
50. A bela adormecida
51. Ave-achado
52. Rei Barba-de-Melro
53. Branca de Neve
54. A mochila, o chapeuzinho e a corneta
55. O anão saltador (Rumpelstilzchen)
56. O querido Rolando
57. O pássaro de ouro
58. O cão e o pardal
59. Frederico e Catarina
60. Os dois irmãos
61. O pequeno camponês
62. A rainha das abelha
63. João Bobo e as três plumas
64. O ganso de ouro
65. Todos os tipos de pele
66. A noiva do coelho
67. Os doze caçadores
68. O ladrão e seu mestre
69. Jorinda e Joringel
70. Os três irmãos afortunados
71. Seis atravessam o mundo inteiro
72. O lobo e o homem
73. O lobo e a raposa
74. A raposa e a comadre
75. A raposa e o gato
76. O cravo
77. Gretel, a esperta
78. O avô e o netinho
79. A ondina
80. A morte da franguinha
81. As aventuras do Irmão Folgazão
82. João Jogatudo
83. João felizardo
84. O casamento de João
85. Os meninos dourados
86. A raposa e os gansos

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Prova de Amor

Uma garota, cansada de seu namorado que sempre a troca por uma partida de video game, decidiu colocar um ultimato.
Ela vai até a sala onde o namorado estava jogando e entra na frente da tv.
- Amor, você me ama mesmo?
- Amor, eu te amo. Só me da uma licencinha.
- Se você me ama mesmo, preciso de uma prova.
- Qual prova amor?
- Vende o seu xbox.
- Ta maluca.
- Então você não me ama.
- Eu te amo, mas também amo gta 5.
- Gustavo, faz duas semanas que a gente não transa. Nosso momente mais intimo nesse ultimo mês, foi quando dormimos na mesma cama jogando the sims.
- Nos dois, juntos.
- Quer saber, acho melhor a gente da um tempo. Quando você vender a gente volta.
- Ta amor, eu vou postar na olx. Feliz.
Duas semanas depois, o video game vendido.
- Foi dificil gustavo. Agora a gente pode voltar.
- Não podemos.
- Por que, arrumou outra, é isso?
- Não. Você é unica, você sabe.
- Então por que?
- Comprei um ps4.

Autor: Roody Alves
* Causo deseje copiar a crôcrônica para o seu site ou blog. Exijo crédito pelo meu trabalho.

domingo, 1 de maio de 2016

Dama da Meia-Noite - Os Artifícios Das Trevas - Vol. 1


Título: Dama da Meia-Noite - Os Artifícios Das Trevas - Vol. 1
Título original: ******
Autor: Cassandra Clare
Ano: 2016
Páginas
:  560
Editora: Galera Records
Comprar: Saraiva
Em “Dama da Meia-Noite”, Cassandra retoma o universo de fantasia urbana da série Os Instrumentos Mortais, que já ganhou a tela de cinema e agora é série de TV exibida pelo canal Netflix. Cinco anos após os acontecimentos de Cidade do Fogo Celestial, acompanhamos os Caçadores de Sombras do Instituto de Los Angeles enquanto tentam descobrir os responsáveis por uma série de assassinatos que vitimam tanto humanos quanto fadas. Agora Emma Carstairs é uma jovem em busca dos assassinos de seus pais, com a ajuda de seu parabatai, Julian Blackthorn. As crianças cresceram e podem se tornar os melhores Caçadores de sua época.
O primeiro livro da nova série da Cassandra Clare, autora de Os Instrumentos Mortais. 1ª edição de colecionador: holográfica + capítulo extra.

Quem é você Alaska?




Título: Quem é você, Alasca?
Título original: Looking For Alasca
Autor: John Green
Avaliação: 4,6
Ano: 2014 (Edição nova)
Páginas
:  272
Editora: Intrínseca (Edição nova)
Comprar: Submarino | Saraiva | Extra

O livro conta a história de Miles Halter, um adolescente que leva uma vida sem graça e sem muitas emoções na Flórida. Ele tem um gosto peculiar: memorizar as últimas palavras de grandes personalidades da história. E uma dessas personalidades: François Rabelais, um escritor do século XV, que dissera no leito de morte estava indo em “busca de uma Grande Talvez”. Para não ter que esperar o próprio fim para encontrar a sua Grande Incógnita, Miles decide fazer as malas e partir.
Ele vai para um colégio interno no ensolarado Alabama, onde seu pai e outros parentes já haviam tido experiências extraordinárias. Em Culver Creek, Miles conhece seu colega de quarto Chip Martin "Coronel", um garoto baixo com voz grossa, o Takumi, um garoto asiático e amigo do Coronel e da inteligente, engraçada, louca e incrivelmente sexy, Alaska Young. Com seus amigos, bebidas, fumos e trotes, Miles, descobre um pouco da sua seu "Grande Talvez"!

Personagens:

Miles Halter "Gordo", o protagonista do romance, que tem um interesse incomum em aprender as últimas palavras de pessoas famosas. Ele vai para o colégio Culver Creek, em busca do seu "Grande Talvez". Alto e magro, seus amigos em Culver apelidaram ironicamente de "Gordo". Ele sente-se atraído por Alaska Young, que na maior parte do romance não sente o mesmo. Ele é frequentemente comparado a Holden Caulfield, personagem do romance O Apanhador no Campo de Centeio de JD Salinger.

Alaska Young, a menina selvagem, autodestrutiva, problemática, linda e enigmática que capta a atenção e o coração de Miles. Ela é descrita tendo belos e grandes olhos verdes esmeralda, cabelos castanhos escuros e com várias curvas pelo corpo. É na minha opinião a personagem mais intrigante e única já feita por John Green.

Chip Martin "Coronel", com 1,52 metros de altura mas "construído como Adonis", ele é o melhor amigo de Alasca e companheiro de quarto de Gordo. Obtém seu apelido por ser o mentor estratégico por trás dos esquemas que Alasca inventa. Vem de uma família pobre, e é obcecado por lealdade e honra.

Takumi Hikohito, um japonês que manda bem no Rap. Ele é amigo do Coronel e de Alasca que frequentemente se sente por fora dos planos do grupo.

Lara Buterskaya, uma imigrante romena. Ela é amiga de Alaska, e por um período, namora Miles.

Jake, namorado de Alaska que mora muito longe pro gosto dela e integrante de uma banda que o nome a própria Alaska nomeou. Cabelos loiros que lhe caem até os ombros, a barba escura por fazer e o tipo de crueza fabricada que abria portas para um carreira de modelo. E de acordo com Alaska, ele é bem-dotado.

Sr. Starnes "O Águia", o reitor dos alunos em Culver Creek. Ele é muito rigoroso quando se trata de coisas como fumar cigarros e beber álcool no campus. Ele sofre trotes de Miles, Chip, Alaska, Takumi e Lara.

Dr. Hyde, Dr. Hyde é o professor de Religiões do Mundo em Culver Creek. Ele é descrito como antigo e tem dificuldade para respirar, mas não deixa esses problemas atrapalharem a sua paixão pela matéria e as aulas.